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Banda Novo Pentecostes Espírito Santo |
Site NP: Como nasceu a Banda Novo Pentecostes?
Alan: A Banda Novo Pentecostes nasceu há quase três anos, completaremos três anos em março. Ela nasceu da vontade que Deus tinha colocado no meu coração uns seis meses antes de a banda de fato nascer. Na primeira em vez que eu vim ao Vinde e Vede, se eu não me engano no ano de 2002, era a Banda Bom Pastor, do Rio de Janeiro, que estava animando. Eu estava começando a minha caminhada na Igreja, ainda não havia feito as renúncias que eu precisava fazer – eu ainda tocava em uma banda de axé, já havia tocado em uma banda de heavy metal, em banda de baile, mas era banda de axé porque estava dando dinheiro na época. E uma amiga minha, a Giovana, profeticamente disse assim: “- Alan, um dia Deus te quer lá em cima”. Eu não liguei para aquilo, esqueci, se passaram anos, e há três anos e seis meses, em um momento de oração – nós estávamos em retiro em algum lugar e tinha uma banda tocando – Deus colocou forte em meu coração que era necessário que o grupo de oração [Grupo de Oração Novo Pentecostes, Vitória-ES] saísse do espaço físico da igreja. Eu fiquei com aquilo na cabeça, cuidando daquilo, rezando sozinho durante uns seis a oito meses, e lembrava muito das palavras que a Giovana havia me dito. Depois desses meses rezando eu realmente entendi o que Deus queria: Ele queria uma missão de evangelização dentro do grupo de oração. Eu não sabia como seria, que nome iria levar, como começar, quem iria participar, enfim, não sabia nada, mas sabia que tinha que fazer. Então procurei o Arthur e, em oração, eu discerni o Arthur e a Rachel para eu entregar esse presente novo e conversar. Nós conversamos, começamos a rezar juntos durante alguns meses por isso, ainda era bem escondido, ninguém sabia e, depois de um tempinho, cerca de três ou quatro meses, nós acertamos de fazer o discernimento. Fomos para a minha casa e, durante todo o dia de sábado, oramos para discernir se seríamos uma banda ou um ministério, porque há uma diferença bem grande nisso, e discernimos que seríamos uma banda porque uma banda pode englobar pessoas de fora do grupo de oração. Uma pessoa de outro grupo de oração pode ser discernida para servir na Banda Novo Pentecostes, ou até pessoas que não servem em grupo de oração, mas que queiram ter uma caminhada. Nós somos uma banda porque a banda ela está fora do grupo de oração, enquanto um ministério serve dentro do grupo de oração. Discernimos a banda e Deus falava que queria que o nome também fosse Novo Pentecostes, que levássemos o nome Novo Pentecostes. Marcamos no final de semana seguinte para fazer o discernimento das pessoas. Nós já tínhamos alguns nomes em mente e das quinze pessoas que nós tínhamos Deus confirmou doze, que são hoje os integrantes da banda, com exceção de alguns que não aceitaram o discernimento. Os que aceitaram estão conosco até hoje, graças a Deus. O mais novinho, o caçula da banda, é o Nonô, que está há menos de um ano. Nós começamos de um jeito errado, começamos a dividir as coisas. Eu entendia que a banda tinha que ter uma missão separada do grupo de oração, até pelo momento que o grupo vivia. E não era isso que Deus queria. Nós ficamos bastante tempo “batendo cabeça”, ensaiando sem ter nada, e bateu o desânimo, é claro. Foi então que nós começamos a entender que nós éramos frutos de uma árvore, que nós não tínhamos o direito de renegar essa árvore. Quando nós entendemos isso, Deus falou assim: “- Vocês ficarão mais um tempo se preparando espiritualmente e tecnicamente, principalmente espiritualmente. Cuidem do espiritual da banda, da base espiritual da banda”. E nós ficamos. Ano passado, na época do Vinde e Vede, enquanto nós ensaiávamos para nada - porque nós não tínhamos nada agendado, mas marcávamos ensaio, oração e tudo - o Michel, que era do Núcleo Arquidiocesano de Música na época, me telefonou dizendo que nós éramos uma das bandas discernidas para tocar na missa daquele Vinde e Vede. Na hora eu entendi que era o Senhor abrindo as portas. O Senhor falava assim: “ - O tempo de vocês de espera, de preparação, acabou. Agora eu preciso de vocês”. Nós viemos para o Vinde e Vede, com problema de som e tudo e, depois disso, graças a Deus, a banda não parou mais. Surgem sempre mais e mais missões. Nós buscamos caminhar na obediência, caminhar com o grupo de oração. Hoje a banda é submetida ao grupo de oração. Se o George, que é nosso coordenador, disser que nós estamos impedidos de fazer alguma coisa, nós iremos obedecer, por mais que nós talvez não entendamos, mas nós obedeceremos porque prezamos a unidade. E Deus tem realizado muitas coisas através da banda. A banda nasceu de um jeito errado e Deus endireitou. Hoje, aquilo que nós mais prezamos, que é a obediência à Igreja Católica em primeiro lugar, a Renovação Carismática Católica e ao grupo de oração. Este é o diferencial da Banda Novo Pentecostes.
Site NP: Quais são os projetos da banda?
Alan: O projeto no qual nós estamos mergulhados agora é a gravação do cd. Já gravamos uma música, está na rádio, e, com a graça de Deus, nós vamos tentar fazer com que esse cd saia até o meio do ano. A música gravada hoje é “Doce Espírito”, está na rádio, e vamos ver. Temos que arrecadar dinheiro.
Site NP: E é um cd voltado para interiorização, oração, louvor, são músicas litúrgicas? Qual é o estilo das músicas que já estão prontas?
Alan: Essa é uma pergunta interessante, porque a grande maioria das músicas que nós temos são sobre o Espírito Santo. São músicas que levam ao batismo, que clamam o batismo, que clamam pelo toque pessoal do Espírito Santo. Eu acho que a Banda Novo Pentecostes tem caminhado e tem conseguido ter uma intimidade muito grande com o Espírito Santo, tanto que nós conseguimos sempre fazer as mesmas coisas de formas diferentes, as mesmas músicas são apresentadas de formas diferentes, tocam as pessoas de formas diferentes. Eu acho que esse cd vai tender para o lado da oração, de cura interior, de cura e libertação, de batismo no Espírito Santo. É um cd para a pessoa colocar e rezar, ser tocada por Deus, ser batizada pelo Espírito Santo. É a promessa que Deus nos faz: que todas as músicas que nós gravarmos ou usarmos serão instrumentos poderosíssimos de batismo no Espírito Santo. Muitas pessoas já testemunharam por e-mail que, quando tocou na rádio a música “Doce Espírito”, elas foram tocadas, pessoas foram curadas, foram libertas, sentiram um toque pessoal do Espírito Santo. E é a realização da promessa que Deus nos fez, de realizar um Novo Pentecostes.
Site NP: O nome Novo Pentecostes sugere fogo, uma presença abrasadora do Espírito Santo. Por que a primeira música de trabalho da banda intitula-se justamente “Doce Espírito”, que nos remete a uma presença mais suave do Espírito de Deus?
Alan: Nós procuramos ter uma experiência com o Espírito Santo em Sua plenitude. Nós procuramos ter uma experiência com o Espírito Santo na docilidade, na paz que o Espírito Santo nos traz e, também, em toda a potência e fogo que o Ele nos oferece. A banda permeia isso: ela fica entre a docilidade do Espírito Santo, tão poderoso e tão calmo, tão manso ao mesmo tempo, e a potência e autoridade que o Espírito Santo tem e nos dá. E é o que nós buscamos hoje. Eu posso até afirmar que é o nosso carisma. Toda banda católica tem que ter um carisma. A Banda Ciros, por exemplo, tem um carisma de animação, e eles fazem muito bem isso. Não que eles não orem, eles oram sim, mas, se você pensa em carnaval, você pensa em Banda Ciros; se você pensa em animação, você pensa em Banda Ciros. E o Novo Pentecostes não. O nosso carisma é a oração, o nosso carisma não é show, não é espetáculo, o nosso carisma é a oração, é a conversão das pessoas, é batizar as pessoas no Espírito Santo, é ter intimidade com o Espírito Santo e levar realmente um Novo Pentecostes na potência e na docilidade do Espírito Santo, de acordo com o jeito que Ele quiser agir no momento.
Site NP: Você falou para nós um pouco sobre o projeto da gravação do cd. Como surgem as composições da banda?
Alan: As composições hoje são algumas minhas, algumas do Edinho, há muitas do Júnior também. O Júnior tem músicas belíssimas, nas quais nós estamos colocando o arranjo e que irão tocar muitas pessoas. Eu, por exemplo, tenho um jeito particular de compor. Eu componho um pedaço da música hoje, durante uma reunião de Núcleo, depois passo para o Edinho e ele termina um pedaço, ele faz um pedaço e eu faço o outro. Às vezes eu estou dormindo, acordo, anoto uma frase, no outro dia eu rezo e Deus me revela uma música ou às vezes me dá a harmonia. É assim. Eu não sento e vou escrever. A inspiração ora ela vem na letra, ora vem de uma palavra, ora vem de uma harmonia, de uma pregação que eu faço. Hoje as músicas do Novo Pentecostes nascem assim. E nascem também no meio de algum retiro. Há uma que nasceu aqui, por exemplo.
Site NP: O tema do Vinde e Vede deste ano é “Vem viver o amor”. Como a experiência de um Novo Pentecostes pode nos fazer vivenciar o amor de Deus em nossas vidas?
Alan: De todas as formas. O Espírito Santo é amor. E se você vive o Espírito Santo em plenitude, seja na Sua docilidade ou na Sua potência, Ele age com amor sempre. O Espírito Santo quando é dócil Ele te ama na docilidade; quando Ele é fogo Ele te ama ali, na potência de Pentecostes. Nós vivemos o amor através do Espírito Santo, pois é impossível sentir o Espírito Santo, ter o Espírito Santo, ter uma intimidade com o Espírito Santo, e não viver o amor. É impossível. O primeiro estágio para você sentir o Espírito Santo e ser íntimo Dele é viver verdadeiramente o amor, na sua plenitude, ser amado por Deus. Sem isso eu digo que é impossível viver um Novo Pentecostes.
Site NP: O Vinde e Vede é hoje considerado a segunda maior festa católica do estado. No ano passado a Banda Novo Pentecostes fez um show no Vinde e Vede e este ano ela é responsável por um dia inteiro de animação do evento. O que isso traz de responsabilidade para vocês?
Alan: Muita responsabilidade. São vidas, são almas, são pessoas que dependem de nós, que dependem da nossa entrega, da nossa estrutura espiritual. É muita responsabilidade, muita, muita. Esta semana aconteceu um fato complicado dentro da banda, nós passamos uma semana muito atribulada por conta do Vinde e Vede. E eu falava isso com o pessoal da banda: servindo a Deus, do jeito que nós servimos, na frente de batalha, a última coisa que nós podemos achar é que isso é diversão. É muito sério. É muito arriscado. Nós arriscamos as nossas vidas por isso porque, se nós não buscarmos, não nos prepararmos espiritualmente e não entendermos essa responsabilidade, o demônio nos mata, ele pode nos matar. Ele pode fazer com que as milhares de pessoas que sairiam tocadas saiam daqui talvez piores. É muita responsabilidade estar na frente de mais de 10.000 pessoas falando de Deus; falar de Jesus é muito difícil. É muito bonito, é muito gostoso, muito prazeroso, mas é algo de muita responsabilidade. Nós entendemos essa responsabilidade e buscamos nos preparar e ser dignos disso, ser dignos de estar na presença de Deus, de levar o nome de Jesus; buscamos ser dignos para que, quando nós precisarmos orar por uma pessoa, clamarmos o batismo para ela, o Senhor esteja ali prontamente para nos atender e batizá-la. É por isso que nós entendemos que não é um projeto de brincadeira, é muito sério, é muito responsável aquilo que nós fazemos. E para isso nós temos que ter uma preparação espiritual muito grande. Hoje eu digo que nós rezamos muito mais do que ensaiamos. As músicas que nós tocamos aqui hoje eu acho que nenhuma delas nós ensaiamos. Todas as vezes em que nós tocamos o Espírito Santo move a música de uma forma diferente. Já aconteceram casos de nós tocarmos uma música inteirinha que estava em um cd sem nunca termos escutado, porque o Espírito Santo queria que isso acontecesse. Como Ele quer realizar através de nós muitas maravilhas, e nós já entendemos isso, nós buscamos incessantemente ser santos, dar testemunho de vida, buscamos a Eucaristia, buscamos confissão, buscamos intimidade com a palavra de Deus. Nós buscamos ser de Deus antes de ser Novo Pentecostes.
Site NP: Como você percebe o quadro da música católica capixaba hoje?
Alan: É muito bom. Eu digo – e essa é até a fala de um grande amigo, o Hugo Leonardo da Banda Ciros – que eu não gosto de chamar de “música católica capixaba”. Para mim música católica é música católica, seja aqui, seja na Austrália, seja no Japão, seja lá na Canção Nova, é música católica. Hoje, infelizmente, no Estado do Espírito Santo, existe um bairrismo muito grande, há uma grande divisão: as bandas capixabas e as bandas de fora, não existe isso. São bandas católicas. Todos servimos a um único Deus, somos movidos por um único Espírito Santo, é o mesmo Espírito Santo. O Espírito Santo que acontece em Cachoeira Paulista, a graça que acontece lá por meio da Banda Canção Nova, acontece aqui por meio da Banda Novo Pentecostes ou de qualquer outra banda que venha aqui. Eu vejo assim: o cenário da música católica no Brasil está crescendo muito, é muito propício. Grandes gravadoras estão sendo despertadas, estão despertando interesse pelos artistas católicos, os artistas católicos estão chamando a atenção dessas gravadoras de alguma forma. Eu acho que a música católica vive sim um momento de muito crescimento, seja ele dentro ou fora do estado. Nós temos agora uma gravadora católica aqui no estado, inclusive nós estamos gravando por ela, que é a Ilha Católica, e ela busca quebrar esse paradigma de “música católica capixaba”. É uma gravadora católica. Se alguém chegar lá e disser que é uma “gravadora católica capixaba”, o pessoal torce o nariz. Eu vejo que é um quadro muito bom, porém é necessário que se queira realmente evangelizar. Nós, que estamos de vez em quando por aí, vemos que muitas bandas, infelizmente, não têm noção do tamanho dessa responsabilidade. Eu faço minhas as palavras do Pe. Léo: a música católica talvez precise morrer para renascer das cinzas, para renascer mais forte. Eu espero que isso não aconteça, assim como ele também sempre disse isso. Eu espero que esse crescimento traga sim profissionalismo, mas traga muita unção, muita unção, e muitas e muitas pessoas transformadas. É isso que eu espero.
Site NP: Você pode deixar uma mensagem para os internautas que acessam o nosso site?
Alan: Primeiramente eu queria clamar a Jesus que os batizasse no Espírito Santo. Eu acredito que o site, como qualquer meio de comunicação, ele é sim instrumento de evangelização. Por isso, sendo um instrumento de evangelização, eu peço que o Senhor possa batizar todos aqueles que estão lendo esta entrevista, lendo estas mensagens agora. Eu queria falar especialmente para os músicos, para as pessoas que têm os seus projetos de evangelização, que são responsáveis pelas suas missões, que têm seus ministérios nas suas comunidades, que têm suas bandas, que estão começando, como nós estamos: não percam o foco na evangelização, na importância de se ter intimidade com Deus para falar muito bem Dele, de se buscar o Espírito Santo, de ser movido pelo Espírito Santo. Eu peço mesmo que Deus possa abençoar a vida de cada internauta, de cada leitor, que ele possa ser transformado por todo o conteúdo que é disponibilizado com muito amor e muito carinho, eu tenho certeza, nesse grande e belo portal de evangelização que é o Novo Pentecostes.
Composição:
Coordenador / Fundador : Alan Cota
Baixo/voz/arranjos: Edson Tinoco
Vocal: Luana Delboni, Rachel Freixo e Arthur Araújo
Bateria: Vítor Ribeiro
Sonorização: Leonardo Góes
Teclado/voz: Irlem Cota e Alaor Nascimento
Percussão: Leonardo Coutinho
Produção e agenda: Fernanda Brunoro
Intercessão: Danila Rosa e Jailson Silva
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